Síntese do que seria uma estória romanceada do CA-10 6510, com troca de motor em Japurá/AM, hoje Vila Bitencourt, sede do 3º Pelotão de Fronteira do Exército, na margem esquerda do Rio Japurá, fronteira do Brasil com a Colômbia, fato este que propiciou a ida do 1S QAV Oswaldo Augusto da CRUZ, de Tefé/AM até o Pelotão, transportando o motor novo, em uma canoa atracada ao lado do batelão (o pu...pu...pu...). Coube a mim – 3S QAV Antonio SIZO Filho, o mais “recruta” da tripulação, o regresso Japurá-Tefé...

O JapuráO “curto” percurso no Rio Japurá (assinalado em azul negrito e carmim no mapa)

RioJapurá

Imagem do Rio Japurá e seus meandros, nas proximidades de Tefé/AM

Foram cinco dias de sol e chuva, descendo o rio, agora com o motor velho!

Pu...Pu...Pu... nada mais é do que uma expressão cabocla usada pelos moradores e navegadores ribeirinhos, para definir o pequeno barco que tem um motor marítimo, de centro, a diesel e a dois tempos (2T), geralmente monocilíndrico. Como o motor é de baixa rotação, ao ser acelerado ou desacelerado quando em marcha normal (em regime de cruzeiro), o som produzido no tubo de descarga (escapamento) é ouvido “pu...pu...pu...”. A grande maioria desse tipo de embarcação está na faixa de oito a dez metros de comprimento. Sem ser especialista no assunto, espero estar contribuindo para matar sua curiosidade!

JapuráAmUm “pu...pu...pu...” se dirigindo a Japurá... (não era o meu, mas, a imagem é linda!)

Foi um barco como este, usando uma canoa atracada ao lado, o utilizado para transporte do motor do 6510, quando da troca em Japurá...

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Sobre o AutorAntonio SIZO Filho é Engenheiro Eletricista e exerce suas atividades em Belém/PA. Nascido, em 05 de julho de 1934, na cidade de Igarapé-Açu/PA, filho de Antonio Sizo Fidalgo e Laura Teixeira Sizo. Ingressou, na Aeronáutica, em 24 de maio de 1953, como Soldado de 2ª Classe (S2 QIG FI 531002-17), na Companhia de Infantaria de Guarda do Parque de Aeronáutica de São Paulo (PAMASP), em São Paulo/SP. Realizou o Curso de Formação de Cabos, no PAMASP, no período de julho a dezembro de 1954, graduando-se com Cabo Almoxarife. Em 30 de dezembro de 1955, foi classificado no 1º/2º Grupo de Aviação (1º/2º GAv.)., em Belém/PA, dando início aos seus dezenove anos servindo à FAB na Amazônia. Em 24 de janeiro de 1958, foi aprovado no Exame de Admissão à Escola de Especialistas da Aeronáutica, em Guaratinguetá/SP, e matriculado em 03 de março de 1958. Formou-se, em 21 de dezembro de 1959, sendo promovido a 3º Sargento Mecânico de Voo (3S QAV) e classificado no 1º/2º GAv., em Belém/PA, em 22 de dezembro de 1959. Promovido a 2º Sargento, em 14 de abril de 1965, e a 1º Sargento em 14 de abril de 1972. Integrando a Equipe Bacurau (*), cursou Engenharia Elétrica, na Universidade Federal do Pará, em Belém/PA, formando-se em 1972. Passou para a Reserva da Aeronáutica em 1974, na Graduação de 1º Sargento.

(*) Equipe de Manutenção do 1º/2º GAv., integrada por militares universitários, que cumpria sua rotina de trabalho no período noturno dos dias úteis e no diurno dos fins de semana e dos feriados, a fim de poder frequentar a Faculdade no horário do expediente da Unidade de segunda a sexta-feira.

É o protagonista de façanha inusitada, de extrema coragem e afirmação de capacidade profissional, em missão como 2º Mecânico de Voo, no CA-10 6526, registrada com o título “Um táxi monomotor no Rio Içá” na Categoria “Estórias” deste Web Site.

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