AS EMPRESAS AÉREAS BRASILEIRAS E SEUS CATALINA

PARAENSE TRANSPORTES AÉREOS

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A Paraense Comercial Ltda. foi fundada, em 22 de fevereiro de 1952, por Antônio Alves Ramos Júnior, com sede em Belém/PA, e realizou o seu primeiro voo, no dia 30 de março, com um anfíbio PBY-5A Catalina, que pertencera a Aero Geral (PP-AGA), operando com a matrícula PT-ANU e inaugurando a Linha de Belém/PA para Pedro Afonso/GO, com a finalidade de transportar carne para a capital paraense, mas, cuja meta principal era o grande mercado da área Rio de Janeiro/GB – São Paulo/SP.

A extensão da linha para o sul foi iniciada, somente em 1955, quando a razão social da empresa foi mudada e se transformou na Paraense Transportes Aéreos. Até 1957, a empresa só transportou carne, em voos não regulares, mas, com a aquisição de dois Curtiss C-46C Commando, naquele ano, começou a transportar passageiros em voos regulares rumo ao sul, inaugurando a linha Belém/PA – Pedro Afonso/GO – Cristalândia/GO – Brasília/DF – Rio de Janeiro/GB. Em 1958, foi autorizada a voar para São Paulo, mas, só em 1960, inaugurou a rota Rio Branco/AC – Porto Velho/RO – Cuiabá/MT – São Paulo/SP.

À sua frota original vieram se juntar outros dois Catalinas (ex-Aero Geral) e dezessete Curtiss Commando C-46. Ocorreu, então, uma série de acidentes: sete aviões caíram e um foi, acidentalmente, destruído em terra. Dos cinco quadrimotores DC-4 comprados pela Paraense, três caíram, em dois anos de operação, e um dos dois DC-3 adquiridos fez um pouso forçado na selva.

A Paraense, apesar de abalada com esses acidentes, entrou, então, na “Era das Turbinas”, adquirindo seis bimotores turbo hélice Fairchild Hiller FH-227B, comercialmente batizados Hirondelle. Mas, no primeiro ano de uso, alguns tiveram de ser temporariamente desativados, por falta de peças de reposição, e um foi destruído, no Aeroporto de Belém, por um veículo. Outro caiu quando fazia a aproximação para pouso, matando todos os 36 tripulantes e passageiros. Este acidente provocou uma investigação na empresa, que atravessava dificuldades financeiras. Sua licença operacional foi cancelada, no dia 29 de maio de 1970, e a Empresa foi extinta, tendo o governo federal se apropriado dos seus aviões ainda existentes (quatro Hirondelle), os quais foram registrados com a marca da VARIG e empregados na Ponte Aérea Rio/São Paulo.

No total, ao longo de seus dezoito anos de vida, a companhia operou com as seguintes aeronaves:

03 PBY-5A Catalina (1952-1959) – 01 acidentado em 1954;

19 Curtiss C-46 Commando (1957-1970) – 08 acidentados em 1958, 1959, 1960, 1962, 1965, e três no ano de1969;

05 Douglas DC-4 (1962-1970) – 01 acidentado em 1964;

02 Douglas DC-3 (1962-1970) – 01 acidentado em 1964; e,

06 Fairchild Hiller FH-227B (1968-1970) – 01 acidentado em 1970.

AERONAVES:

PBY-5A Catalina – Matrícula PT-ANU (Serial Number 97-883, BuNo 08064 U.S. Navy)

Com a matrícula NC33300, foi adquirido da Rubber Development Corporation, em Belém/PA, em 1947, pela Aero Geral, e registrado com a matrícula PP-AGA. Vendido à Paraense Comercial Ltda. (depois Paraense Transportes Aéreos S.A.), em fevereiro de 1952, e registrado com a matrícula PT-ANU, em 10 de setembro de 1952. Adquirido pela PROSPEC – Levantamentos Prospecções e Aerofotogrametria S. A., em fins de 1952 (ainda sem confirmação da data e sobre o período de emprego da aeronave). Em 19 de julho de 1957, foi registrado, na Paraense Transportes Aéreos S.A., com a matrícula PP-BTD. Adquirido pela SAVA, em agosto de 1959, onde operou com a matrícula PT-BEA e, a partir de novembro de 1960, com a PT-BGB. W/o Feb 21, 1961.

PPBTD

O PT-BTD na Paraense Transportes Aéreos S.A.

Consta do Registro Aeronáutico Brasileiro – RAB como um CONSOLDATED PBY-5A CATALINA Serial Number 97-883 com as matrículas PP-AGA, PT-ANU, PP-BTD, PT-BEA, e PT-BGB:

PT-ANU CONSOLIDATED PBY-5A CATALINA       97-883         Ex-PP-AGA; Trf PP-BTD
PT-BEA CONSOLIDATED PBY-5A CATALINA       97-883         Ex-PP-BTD; Trf PT-BGB

PT-BGB CONSOLIDATED PBY-5A CATALINA       97-883         Ex-PT-BEA

PBY-5A Catalina – Prefixo PT-ANP (Serial Number 417)

Adquirido da Rubber Development Corporation, em Belém/PA, em 1947, pela Aero Geral, e registrado com a matrícula PP-AGB. Vendido à PROSPEC – Levantamentos Prospecções e Aerofotogrametria S. A., em julho de 1952, e registrado com a matrícula PT-ANP, em 10 de setembro de 1952 (ainda sem informação da data da compra e sobre registros da venda da aeronave). Operou, na Paraense Transportes Aéreos S.A., com as matrículas PT-ASX e PT-BTC.

Consta do Registro Aeronáutico Brasileiro – RAB como um CONSOLDATED PBY-5A CATALINA Serial Number 417 com as matrículas PT-ANP, PT-ASX, e PT-BTC:

PT-ANP CONSOLIDATED PBY-5A CATALINA       417             Ex-PP-AGB; Trf PT-ASX 
PT-ASX CONSOLIDATED PBY-5A CATALINA       417             Ex-PT-ANP; Trf PP-BTC
PT-BTC CONSOLIDATED PBY-5A CATALINA       417

PBY-5A Catalina – Prefixo PT-AMR (Serial Number 1995)

Inicialmente com a matrícula norte-americana N74694, foi adquirido pela Aero Geral Ltda., em 1952, e matriculado como PP-AGH. Não chegou a operar na Empresa, sendo vendido à Paraense Comercial Ltda. (depois Paraense Transportes Aéreos S.A.), em 26 de agosto de 1952, passando a operar com a matrícula PT-AMR. Transferido para a SAVA onde, provavelmente, operou no período de 1952 a 1954. Acidentado, em Marabá/PA, em 12 de maio de 1954, com perda total da aeronave.

Consta do Registro Aeronáutico Brasileiro – RAB como um CONSOLIDATED PBY-5A Serial Number 1995 com a matrícula PT-AMRPT-AMR CONSOLIDATED PBY-5A CATALINA         1995

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