OS CATALINA NA AVIAÇÃO COMERCIAL DO BRASIL

Na Região Amazônica, os grandes rios e as imensas regiões alagadas, até no período sem chuvas, impediram, como impedem até hoje, a implantação de uma boa estrutura de ligações terrestres entre as localidades. As fortíssimas e constantes chuvas degradam e tornam intransitáveis, no período de um a dois anos, qualquer estrada construída, mesmo as pavimentadas.

Mercê da densa floresta tropical, da escassez de estradas de rodagem e das dificuldades de navegabilidade, apresentadas pela maioria das drenagens em alguns períodos do ano, indubitavelmente o transporte aéreo sempre foi e, ainda, é um fundamento de destacado valor no processo de integração e assistência das povoações da Região.

Nesse cenário, entre as décadas de 40 e 80, as aeronaves anfíbias exerceram papel importante nos primeiros passos para a implantação e o desenvolvimento da aviação comercial nacional.

E o CATALINA, sem dúvida, foi o protagonista central – junto com os sempre anônimos e valorosos Homens que o conduziam e o apoiavam – dessa inestimável contribuição da aviação civil para a preservação e consolidação da integridade cultural e territorial do nosso Brasil na Amazônia.

O enaltecimento dos Homens que conseguiram levar a termo as façanhas dessa verdadeira epopeia de conquistas e realizações dos CATALINA, na Amazônia, jamais poderá ser demasiado. Desde os de visão estratégica e determinação que investiram nos projetos das linhas aéreas de suas empresas e os operacionalizam, aos de espírito corajoso, aventureiro, solidário e abnegado, que tripulavam as aeronaves e as levavam aos mais distantes rincões da Hileia. E, aos desbravadores de mesmas virtudes que, em cada pouso ou amerissagem, lá já encontravam, cuidando de todos os detalhes do apoio não só para o voo dessas máquinas como para o atendimento dos seus tripulantes e passageiros. Além de vencer as intempéries naturais da Região, tiveram que superar toda a sorte de dificuldades logísticas, implantando tudo o que era necessário à operação segura das aeronaves, muitas das vezes, na inspiração do improviso e da criatividade. Assim foi com as comunicações-rádio, os radiofaróis (NDB) de orientação à navegação aérea, as informações da meteorologia, a marcação e o balizamento de hidropistas, as boias para ancoragem, os flutuantes de embarque, desembarque, e reabastecimento, o suprimento e a manutenção de emergência para os aviões e os equipamentos, entre tantas outras.

PANAIR 7

Resultante desse trabalho hercúleo, já nos anos cinquenta, a Panair do Brasil cobria toda a Bacia Amazônica em seus voos regulares de transporte de passageiros e carga, operando os PBY-5A CATALINA com pousos em terra e na água.

Rotas Panair

Rotas da Panair do Brasil, na Bacia Amazônica – década de cinquenta

Maior operadora do CATALINA (1947 a 1965) na aviação civil brasileira, a Panair do Brasil S.A. chegou a possuir oito aeronaves desse tipo, em operação na Região Amazônica. Além dela, empregaram o CATALINA, em suas atividades aéreas comerciais, a Aero Geral (1947 a 1952), a Companhia Itaú de Transportes (1948 a 1950), a Paraense Transportes Aéreos (1952 a 1959), a Petrobras S.A. (1959 A 1968), a Serviços Aéreos Cruzeiro do Sul Ltda. (1965 a1971), a Serviços Aéreos do Vale Amazônico Ltda. – SAVA (1959 a 1961), a Transportes Aéreos da Bacia Amazônica – TABA (1948 a 1949), a TEXACO, e a Viação Aérea Santos Dumont – VASD (1945 a 1947).

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AS EMPRESAS AÉREAS BRASILEIRAS E SEUS CATALINA 

PANAIR DO BRASIL
Panair

No dia 15/9/1930, a empresa norte-americana NYRBA foi extinta, absorvida pela Pan American. Sua subsidiária brasileira, a NYRBA do Brasil, foi extinta no dia 17/10/1930. No seu lugar surgiu a Panair do Brasil, cujo nome foi aprovado pelo decreto 19.417, assinado no dia 21/11/1930. A frota da nova empresa incluía oito hidraviões (quatro Consolidated Commodore e quatro Sikorsky S-38). Ela foi autorizada a explorar voos regulares postais e de passageiros ao longo da costa brasileira. Sua primeira operação foi no dia 28/11/1930. A Pan American voava dos Estados Unidos até Belém do Pará. De lá, a viagem prosseguia para o sul nas aeronaves da sua subsidiária brasileira, mas, até 1935, todas as tripulações eram norte-americanas. Em 1936, foram adquiridos dois aviões Fairchild 91 e dois Lockheed Electra. Em 1932, a Panair do Brasil começou a expandir suas linhas na Região Norte, ligando Belém a Manaus, com escalas em Cametá, Curralinho, Gurupá, Monte Alegre, Santarém, Óbidos, Parintins e Itacoatiara. Em 1936, a linha foi estendida até Porto Velho, passando por Borba, Manicoré e Humaitá, ao longo do Rio Madeira. Em 1938, os últimos pilotos norte-americanos foram substituídos por brasileiros. Naquele mesmo ano, chegou o primeiro Douglas DC-2, mas, ele foi logo substituído pelos Lockheed 18 Lodestar. A empresa chegou a operar quatorze aeronaves desse tipo, além de dois Lockheed 12.

Em 1941, a linha Belém/Manaus recebeu uma ramificação, que ia da capital amazonense até Tabatinga, com escalas em Codajás, Coari, Tefé, Fonte Nova, Santo Antônio do Içá e São Paulo de Olivença. Em dezembro de 1942, a Pan American vendeu parte de suas ações da Panair do Brasil, retendo apenas 58% do capital.

No dia 27/4/1946, a Panair do Brasil começou a fazer voos regulares com quadrimotores Lockheed Constellation para a Europa. Inicialmente para Londres, mas, a partir de 1/7/1946, passou a pousar também em Paris e, depois de 3/10/1946, também em Roma. No dia 5/6/1947, inaugurou a rota para o Cairo e, no dia 16/11/1947, para Istambul, na Turquia. Em 1948, a cidade de Frankfurt, na Alemanha, passou a ser servida. Na América do Sul, a empresa passou a voar para Montevidéu e Buenos Aires.

Em 1950, foi inaugurada a rota para Beirute, no Líbano, e para as capitais do Chile e do Peru. Em 1953, passou a voar para Lisboa e Hamburgo e, em 1954, para Dusseldorf, na Alemanha. No início de 1953, a Panair do Brasil encomendou, na Inglaterra, 4 jatos Comet II, com opção para 2 Comet III. Mas, os acidentes com as primeiras aeronaves desse tipo, na Europa, protelaram a entrega. O então Presidente da Panair Paulo Sampaio reafirmou sua confiança na aeronave inglesa e manteve as encomendas, mas, em maio de 1955, foi substituído por Argemiro Hungria da Silva Machado, que desfez o contrato e adquiriu 4 aviões quadrimotores Douglas DC-7C (recebidos em 1957) e 6 DC-6, arrendados ao Lóide Aéreo Nacional. O primeiro jato da Panair do Brasil foi um Douglas DC-8, chegado em abril de 1961. A empresa chegou a operar 4 DC-8 e 4 Caravelle. Mas, a crise já abalava a empresa. No dia 10/2/1965, o voo da Panair, que deveria decolar para a Europa às 21:00 horas, foi cancelado e, imediatamente, substituído por outro da VARIG, que já tinha uma aeronave preparada. Dois dias depois, a Panair do Brasil ingressou na 6ª Vara Cível do Estado da Guanabara com um pedido de concordata preventiva, declarando um passivo de Cr$ 86 bilhões. No dia 15/2/1965, o Juiz Mário Rebelo de Mendonça Filho indeferiu o pedido e decretou a falência judicial da empresa.

O Ministério da Aeronáutica apoiou a decisão, alegando que o endividamento da empresa era tão grande que não havia recursos governamentais para cobri-lo. As linhas e serviços da Panair do Brasil foram repartidos entre outras empresas nacionais, sendo a VARIG a maior beneficiada, herdando toda a estrutura básica de suas rotas internacionais. A polêmica em torno da cassação da Panair do Brasil durou muito tempo e reacendeu, vinte anos mais tarde, com um acórdão do Supremo Tribunal Federal (18/12/1984) e uma nota divulgada por seus ex-diretores à Imprensa, no dia 28/2/1985. Os debates sobre a possibilidade de reativar a Panair do Brasil prosseguem até hoje.

AERONAVES:

Canso A Catalina – Prefixo PP-PCX (CN CV240, IDT Original 9806 RCAF) – Modelo PBV-1

pp pcx 1

O primeiro registro conhecido desta aeronave é datado de 05 de abril de 1943, ao ser entregue para o Eastern Air Command. Operado como transporte, de 25 de abril a 17 de junho de 1943, sob n.º 117 (BR), no Esquadrão em Nova Escócia e Quebec/CANADÁ. Codificado “M” e denominado "Princess Alice".

Registrado no Brasil, em dezembro de 1947, como PP-PCX, para a Panair do Brasil, na qual foi batizado como “Antonio Pedroso de Alvarenga”. Após o fechamento da Panair, em 1965, foi arrendado à Serviços Aéreos Cruzeiro do Sul, pela massa falida da Panair. Estocado, em 10 de fevereiro de 1965, em Belém/PA, não chegou a entrar em operação na Empresa. Com a extinção da Cruzeiro do Sul, foivendido ao Ministério da Aeronáutica, em 1969, e registrado como CA-10 6553. Não chegou a entrar em serviço na FAB, sendo desmontado para aproveitamento de componentes, peças, acessórios, e equipamentos.

Último registro na War Assets Corporation: 18 de novembro de1946 – “written off”.

Canso A Catalina – Prefixo PP-PCY (CN CV242, IDT Original 9808 RCAF) – Modelo PBV-1

pp pcy 6

Adquirido, em 5 de Dezembro de 1947, da Canadian Vickers and Charles Babb Co. Batizado de "Bandeirante Antonio Dias Adorno" na Empresa.

Em 30/10/1961, sofreu uma pane de motor, seguida de incêndio em voo, próximo à cidade de Parintins/AM. O piloto da aeronave – Comte. Daniel Ariosto Portela – fez uma amerissagem de emergência, no rio Amazonas, sem danos aos tripulantes e passageiros, porém, com perda da aeronave.

Canso A Catalina – Prefixo PP-PCW (CN CV429, IDT Original 11090 RCAF) – Modelo PBV-1

pp pcw 1

Batizado como “Bandeirante Pedro Teixeira” na Empresa. Com o fechamento da PANAIR, o PP-PCW foi entregue – por arrendamento da massa falida da Panair – à Serviços Aéreos Cruzeiro do Sul, em 22 de junho de1965.

Canso A Catalina – Prefixo PP-PCZ (CN CV282, IDT Original 11004 RCAF) – Modelo PBV-1

pp pcz

O primeiro registro conhecido desta aeronave data de 25 de Outubro de 1943, operando no Comando Aéreo do Leste (EUA). Em 5 de Dezembro de 1947, foi adquirido pela Panair do Brasil e registrado como PP-PCZ. Batizado de "Bandeirante Jaycomo Raymundo de Noronha", iniciou os serviços, no Brasil, em dezembro de 1947. Acidentado, ao amerissar em Portel/PA, em 11 de abril de 1964, com perda total da aeronave.

Canso A Catalina – Prefixo PP-PDB (CN 22021, IDT Original 9792 RCAF) – Modelo PBV-1

pp pdb

Primeiros registros datam de maio de 1943, no Comando Aéreo do Leste (EUA). Vendido à Panair do Brasil, no ano de 1950, através da Charles Babb Co, com a matrícula PP-XDS. Em 23 de fevereiro de 1950, a Panair requereu o registro brasileiro PP-PDB, concedido em 3 de março de 1950. Esta aeronave chegou a Belém/PA, em 17 de abril de 1950, e, ao Rio de Janeiro/RJ, no dia seguinte. Sofreu um acidente de pequena monta, em 12 de setembro de1953. Foi reparado e voltou à atividade. Sua última revisão geral ocorreu em 30 de dezembro de 1955.

Teve o registro "written off", quando se chocou com um objeto em uma amerissagem, submergindo no Rio Amazonas, em Parantins/AM, em 18 de Abril de 1956. Três pessoas faleceram nesse acidente que fez a aeronave se partir ao meio: o Comandante Luís Anet, o radiotelegrafista e um passageiro. Foi resgatado do fundo do rio, mas, nunca reparado. Seu Registro foi cancelado em 29 de maio de 1957.

PBY-6A Catalina – Prefixo PP-PDR (CN 1781, BuNo 48419 U.S. Navy)

pp pdr

Adquirido, nos EUA, com a matrícula americana N95AAC, em 31 de dezembro de 1957, foi registrado com a matrícula inicial PP-ABC para a Panair do Brasil, e chegou a São Paulo, em 1958. Recebida nova matrícula PP-PDR, foi batizado como “Pedro Vaz de Barros” na Empresa. Após o fechamento da Panair, em 1965, foi arrendado, mediante leasing com a massa falida, à Serviços Aéreos Cruzeiro do Sul e estocado, em 10 de fevereiro de 1965, em Belém/PA. Com a extinção da Cruzeiro do Sul, foi vendido ao Ministério da Aeronáutica, em 1969, registrado como CA-10 6554 no Inventário da Força Aérea Brasileira (FAB) e incluído como orgânico do 1º Esquadrão de Transporte Aéreo, sediado em Belém/PA. Não chegou a entrar em serviço na FAB, sendo desmontado para aproveitamento de componentes, peças, acessórios, e equipamentos. Descarregado do inventário da FAB em 1978.

PP ABC

PBY-6A Catalina – Prefixo PP-PEB (CN 2007, BuNo 46643 U.S. Navy)

PP PEB 1

Com a matrícula norte-americana N9556C, foi adquirido da Aircraft Instruments Corporation - AIC pela Empresa Agropecuária Guaporé, tendo sido lavrado o respectivo “Bil of Sale” pela AIC. Feita a reserva da marca PT-BBQ e concedida a matrícula para o traslado, a aeronave chegou a São Paulo/SP, em 26 de abril de 1958, já com a matrícula PT-BBQ, sendo arrendado à Serviços Aéreos do Vale Amazônico – SAVA que o operou até 1961. Foi vendido à Empresa Panair do Brasil S.A., através de leasing, onde recebeu a matrícula PP-PEB e foi batizado com o nome “Bandeirante Antônio Dias Adorno”. Após o fechamento da Panair, em 1965, foi arrendado à Serviços Aéreos Cruzeiro do Sul, mediante leasing com a massa falida da Panair, em 28 de junho de 1965, sendo registrado na nova operadora em 01 de julho de 1965. Com a extinção da Cruzeiro do Sul, foi vendido à FAB, recebendo a matrícula CA-10 6552.

Voou até 1982 quando, pela desativação desse tipo de aeronave do acervo da Força Aérea Brasileira, foi descarregado do inventário e passou a pertencer ao acervo histórico do Comando da Aeronáutica. Encontra-se na Base Aérea de Belém, em Belém/PA, por decisão judicial, sendo o Cmt. do Primeiro Comando Aéreo Regional seu fiel depositário. Está estacionado no antigo Hangar do 1º/2º GAV e participa, em exposição estática, de todos os eventos comemorativos de datas festivas daquela Base Aérea.

Com o Serial Number 2007, consta do Registro Aeronáutico Brasileiro – RAB como um CONSOLIDATED PBY-6A CATALINA com a Matrícula PT-BBQ.

CONSOLIDATED PBY-6A CATALINA – MATRÍCULA PT-BBQ – SERIAL NUMBER 2007

PBY-5A Catalina – Prefixo PP-PEC (CN 91-887, BuNo 08068 U.S. Navy)

PP PEC

Com a matrícula norte-americana N6470C, foi adquirido pela Panair do Brasil, na década de 50, chegando ao Brasil com a matrícula PT-BBO. Foi arrendado à Serviços Aéreos do Vale Amazônico – SAVA que o operou até 1961. Matriculado para a Panair como PP-PEB, foi batizado com o nome “Bandeirante Aleixo Garcia”. Após a falência da Panair, em 1965, foi arrendado à Serviços Aéreos Cruzeiro do Sul e entregue em 14 de setembro de 1965.

Com o Serial Number 91, consta do Registro Aeronáutico Brasileiro – RAB como um CONSOLIDATED PBY-5A CATALINA com a Matrícula PT-BBO.

CONSOLIDATED PBY-5A CATALINA – MATRÍCULA PT-BBO – SERIAL NUMBER 91

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SERVIÇOS AÉREOS CRUZEIRO DO SUL LTDA.

Cruzeiro do Sul logo

Embora o Kondor Syndikat tenha sido extinto na Alemanha no dia 1/7/1927, suas atividades no Brasil prosseguiram com vistas a implantar uma empresa aérea comercial no Rio Grande do Sul. Ela já detinha 21% das ações da recém-criada VARIG quando, no dia 20/8/1927 o Governo brasileiro autorizou a rota Rio de Janeiro/Recife e no dia 9/11/1927 a rota Rio de Janeiro/Porto Alegre, com duas frequências semanais.

No dia 1/12/1927, surgiu no Brasil o Syndicato Condor Ltda. que, logo em seguida, recebeu por transferência as linhas antes alocadas à empresa alemã. O capital da nova companhia foi subscrito por Fritz Hammer (7 Contos de Réis), Herm Stoltz (5 Contos), Max Sauer (4 Contos), e o conde Ernesto Pereira Carneiro, proprietário da Empresa de Navegação Costeira e do Jornal do Brasil. A nova empresa propunha ligar por via aérea grande parte do litoral brasileiro e começou a operar, no dia 15/7/1928, voando entre Salvador e Belmonte, e, logo em seguida, pousando em Valença e Santarém, cidades baianas situadas entre Salvador e Ilhéus. Em 1930, seus voos saiam regularmente do Rio de Janeiro e faziam pousos em Vitória, Caravelas, Belmonte, Ilhéus, Salvador, Maceió, Recife, e Cabedelo, até chegar a Natal. Os aviões usados eram o Dornier Wal e o Junker F-13, ambos modelos de fabricação alemã. Foram igualmente feitos voos com malotes postais até Fernando de Noronha, onde a correspondência era embarcada em navios alemães.

O início da Segunda Guerra Mundial, em 1939, criou uma situação delicada para as empresas germânicas no exterior. No dia 19/8/1941, o nome da companhia foi mudado para Serviços Aéreos Condor Ltda. e parte do capital alemão, nela investido, transferido para acionistas brasileiros. Foi negociada, então, a compra de quatro aviões norte americanos novos (Lockheed Lodestar), mas, as exigências de guerra complicaram essa aquisição. E, quando o Brasil entrou definitivamente na guerra contra os países do Eixo (Alemanha/Itália/Japão), mudanças mais radicais foram efetivadas. Assim, no dia 16/1/1943, a companhia foi extinta e no seu lugar surgiu, confirmada através do Decreto 5.197, a Serviços Aéreos Cruzeiro do Sul Ltda.

Herdeira das rotas, funcionários e aeronaves da sua antecessora, a Cruzeiro do Sul deveria confirmar a encomenda de aviões Lockheed 18 Lodestar. Mas, seu Presidente José Bento Ribeiro Dantas optou pela linha Douglas. Em fevereiro de 1943, um DC-3 chegou para demonstrações. Quatro aeronaves desse tipo foram então encomendadas, todas entregues entre setembro e dezembro de 1943. A empresa começou operando o transporte de passageiros com base no Rio de Janeiro e transportando soldados, de Recife para Fernando de Noronha, para o Ministério do Exército. Outra herança dos tempos do Syndicato Condor foram os trimotores Junker JU.52-3M e os quadrimotores Focke Wulf 200. Ambas aeronaves eram robustas e eficientes, mas, a dificuldade de obter peças de reposição ditou sua rápida substituição por equipamento norte-americano. Em 1946, a Cruzeiro do Sul recebeu 2 quadrimotores Douglas C-54, modificados para a configuração civil DC-4. Um terceiro avião do mesmo tipo foi depois adquirido.

Quando em 1947, o Brasil assinou com os Estados Unidos um acordo de reciprocidade em serviços aéreos comerciais, duas empresas nacionais foram autorizadas a voar para a América do Norte. E a Cruzeiro do Sul foi uma delas. Usando seus DC-4, a empresa chegou a realizar 30 voos experimentais na nova rota, no fim de 1948 e no início de 1949. Mas, seu presidente José Bento Ribeiro Dantas recusou-se a iniciar a operação regular sem subsídio governamental. Por isso, a autorização foi retirada pelo Ministério da Aeronáutica, em maio de 1952, quando a Cruzeiro do Sul tinha já vendido seus DC-4 e comprado bimotores Convair 340 pressurizados. No lugar da Cruzeiro, a VARIG foi autorizada a voar para os Estados Unidos. A Cruzeiro do Sul entrou na “Era do Jato”, com aviões Caravelle adquiridos na França. Dois deles foram matriculados PP-CJB e PP-PDZ. Posteriormente, ela usou jatos Boeing B.737-200, B.727, AIRBUS A.300 e até um DC-9-80, temporariamente empregado à título experimental.

No processo de fechamento da Panair do Brasil, em 1965, dela arrendou três PBY CATALINA (dois PBY-5A e um PBY-6A), mantidos em operação nas mesmas rotas amazônicas da Panair, até 1968.

Em 1975, a VARIG assumiu o controle da Cruzeiro do Sul, numa operação muito controvertida. Adquiriu suas ações a Cr$ 0,83 cada, enquanto as da própria VARIG estavam então cotadas entre Cr$ 0,70 e Cr$ 0,80. Mas, a Cruzeiro estava em situação de quase insolvência e a venda só foi autorizada pelo Ministério da Aeronáutica depois que uma peritagem, por ele encomendada, mostrou que a Cruzeiro havia acumulado Cr$ 50 milhões de dívidas já vencidas e outros Cr$ 300 milhões de dívidas a vencer.

AERONAVES:

Canso A Catalina – Prefixo PP-PCX (CN CV-240, IDT Original 9806 RCAF) Modelo PBV-1

O primeiro registro conhecido desta aeronave é datado de 05 de abril de 1943, ao ser entregue para o Eastern Air Command. Operado como transporte, de 25 de abril a 17 de junho de 1943, sob n.º 117 (BR), no Esquadrão em Nova Escócia e Quebec/CANADÁ. Codificado “M” e denominado "Princess Alice". Registrado no Brasil, em dezembro de 1947, como PP-PCX, para a Panair do Brasil, na qual foi batizado como “Antonio Pedroso de Alvarenga”. Após o fechamento da Panair, em 1965, foi arrendado à Serviços Aéreos Cruzeiro do Sul, pela massa falida da Panair. Estocado, em 10 de fevereiro de 1965, em Belém/PA, não chegou a entrar em operação na Empresa. Com a extinção da Cruzeiro do Sul, foivendido ao Ministério da Aeronáutica, em 1969, e registrado como CA-10 6553. Não chegou a entrar em serviço na FAB, sendo desmontado para aproveitamento de componentes, peças, acessórios, e equipamentos. Último registro na War Assets Corporation: 18 de novembro de1946 – “written off”.

Canso A Catalina – Prefixo PP-PCW (CN CV429, IDT Original 11090 RCAF) Modelo PBV-1

Batizado como “Bandeirante Pedro Teixeira” na PANAIR DO BRASIL. Com o fechamento da PANAIR, o PP-PCW foi entregue – por arrendamento da massa falida da Panair – à Serviços Aéreos Cruzeiro do Sul, em 22 de junho de 1965. Em 17/10/1968, tendo a bordo cinco tripulantes e nove passageiros, na localidade de Canutama/AM, às 14:05 hs (hora local), após a amerissagem no Rio Purus, bateu com um dos flutuadores num obstáculo submerso. A aeronave, com o nariz submerso e a cabine dos pilotos inundada, ainda flutuou por cerca de quinze minutos antes de afundar completamente, causando a morte de quatro passageiros que não conseguiram abandoná-la a tempo.

PBY-6A Catalina – Prefixo PP-PEB (CN 2007, BuNo 46643 U.S. Navy)

pp peb 2

Com a matrícula norte-americana N9556C, foi adquirido da Aircraft Instruments Corporation - AIC pela Empresa Agropecuária Guaporé, tendo sido lavrado o respectivo “Bil of Sale” pela AIC. Feita a reserva da marca PT-BBQ e concedida a matrícula para o traslado, a aeronave chegou a São Paulo/SP, em 26 de abril de 1958, já com a matrícula PT-BBQ, sendo arrendado à Serviços Aéreos do Vale Amazônico – SAVA que o operou até 1961. Foi vendido à Empresa Panair do Brasil S.A., através de leasing, onde recebeu a matrícula PP-PEB e foi batizado com o nome “Bandeirante Antônio Dias Adorno”. Após o fechamento da Panair, em 1965, foi arrendado à Serviços Aéreos Cruzeiro do Sul, mediante leasing com a massa falida da Panair, em 28 de junho de 1965, sendo registrado na nova operadora em 01 de julho de 1965. Com a extinção da Cruzeiro do Sul, foi vendido à FAB, recebendo a matrícula CA-10 6552.

Voou até 1982 quando, pela desativação desse tipo de aeronave do acervo da Força Aérea Brasileira, foi descarregado do inventário e passou a pertencer ao acervo histórico do Comando da Aeronáutica. Encontra-se na Base Aérea de Belém, em Belém/PA, por decisão judicial, sendo o Cmt. do Primeiro Comando Aéreo Regional  seu fiel depositário. Está estacionado no antigo Hangar do 1º/2º GAV e participa, em exposição estática, de todos os eventos comemorativos de datas festivas daquela Base Aérea.

Com o Serial Number 2007, consta do Registro Aeronáutico Brasileiro – RAB como um CONSOLIDATED PBY-6A CATALINA com a Matrícula PT-BBQ.

CONSOLIDATED PBY-6A CATALINA – MATRÍCULA PT-BBQ – SERIAL NUMBER 2007

PBY-5A Catalina – Prefixo PP-PEC (CN 91-887, BuNo 08068 U.S. Navy)

Com a matrícula norte-americana N6470C, foi adquirido pela Panair do Brasil, na década de 50, chegando ao Brasil com a matrícula PT-BBO. Foi arrendado à Serviços Aéreos do Vale Amazônico – SAVA que o operou até 1961. Matriculado para a Panair como PP-PEB, foi batizado como “Bandeirante Aleixo Garcia”. Após a falência da Panair, em 1965, foi arrendado à Serviços Aéreos Cruzeiro do Sul e entregue em 14 de setembro de 1965. Acidentado, no município de Porto das Pedras, na Ilha de Marajó, em Belém/PA, durante voo de cheque de hidroaviação do Cmt. Malveira, em 19 de outubro de 1966, com falecimento dos quatro tripulantes (Piloto-Instrutor Cmt. Washington Senna Malveira, Piloto Cmt. José dos Santos Garcia, Checador da FAB 1º Ten. Av. Deusdedit Carlos da Silva, e o quarto tripulante não identificado).

Com o Serial Number 91, consta do Registro Aeronáutico Brasileiro – RAB como um CONSOLIDATED PBY-5A CATALINA com a Matrícula PT-BBO.

CONSOLIDATED PBY-5A CATALINA – MATRÍCULA PT-BBO – SERIAL NUMBER 91

PBY-5A Catalina – Prefixo PP-PDR (CN 1781, BuNo 48419 U.S. Navy)

Adquirido, nos EUA, com a matrícula americana N95AAC, em 31 de dezembro de 1957. Registrado com a matrícula inicial PP-ABC para a Panair do Brasil, chegou a São Paulo, em 1958. Recebeu a nova matrícula PP-PDR e foi batizado como “Pedro Vaz de Barros” na Empresa. Após o fechamento da Panair, em 1965, foi arrendado, mediante leasing com a massa falida da Panair, à Serviços Aéreos Cruzeiro do Sul e estocado, em 10 de fevereiro de 1965, em Belém/PA, não chegando a operar na Empresa. Com a extinção da Cruzeiro do Sul, foi vendido ao Ministério da Aeronáutica, em 1969, e registrado como CA-10 6554. Não chegou a entrar em serviço na FAB, sendo desmontado para aproveitamento de componentes, peças, acessórios, e equipamentos. Descarregado do inventário da FAB em 1978.

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AERO GERAL

A Aero Geral foi criada, na Região Amazônica, em 1941, com um único avião – um pequeno monomotor Monocoupe 90A. Em 10 de fevereiro de 1942, foi-lhe concedida autorização para realizar voos regulares, mas, não chegou a operar por falta de avião adequado. A falta de recursos e sua frota limitada – apenas o monomotor Monocoupe 90A – inviabilizaram sua proposta comercial. Ela funcionou apenas até 1944. Em meados de 1946, porém, surgiram rumores de que a Panair do Brasil pretendia abandonar suas linhas Amazônicas, que passariam para outra empresa local por subcontrato. Face a isso, um ex-Gerente da Cruzeiro do Sul em Natal (RN), Joaquim Fontes, e dois ex-pilotos da Panair, Custódio Netto Júnior e A. F. McLaren, adquiriram os direitos sobre o título da empresa e solicitaram sua reabertura, em janeiro de 1947. Mas, a Panair não abandonou seus serviços na Amazônia e, diante disso, os novos donos da empresa tiveram de buscar uma solução independente e procurar outra área para implantar sua linha regular. Compraram 4 anfíbios Consolidated PBY-5 Catalina, da comissão que administrava o material excedente de guerra norte-americano, em Natal/RN, e obtiveram autorização para operar a linha ligando Santos/SP a Natal/RN, com escalas nas principais capitais litorâneas da rota. A linha foi inaugurada, em março de 1947, inicialmente partindo do Rio de Janeiro/GB, estendida até Santos/SP, dois meses depois. Nos quatro anos seguintes, a Aero Geral aumentou sua frota com um Curtiss C-46 e dois Douglas DC-3. As operações prosseguiram até que a queda de um dos Catalinas, no litoral baiano, em 02 de junho de 1951, levou a empresa a vender os outros 3 remanescentes à Paraense Comercial Ltda (depois Paraense Transportes Aéreos), nesse mesmo ano. O C-46 e os DC-3 foram vendidos, em maio de 1952, à VARIG, que também comprou a Aero Geral, transação aprovada pelo Ministério da Aeronáutica, em julho de 1953, demarcando o desaparecimento da empresa. Suas linhas, porém, ajudaram a VARIG a se transformar na companhia que voava “do Rio Grande do Sul ao Rio Grande do Norte”.

AERONAVES:

PBY-5A Catalina – Prefixo PP-AGA (Serial Number 97-883, BuNo 08064 U.S. Navy)

Pertencente à Rubber Development Corp, com a matrícula NC33300, foi adquirido pela Aero Geral, em 1947, e matriculado como PP-AGA. Vendido à PROSPEC, em julho de 1952, com a matrícula PT-ANU e, nesse mesmo ano, à Paraense Comercial Ltda. (depois Paraense Transportes Aéreos); é provável que tenha operado, na Empresa, também com a matrícula PP-BTD. Adquirido pela SAVA, em 1952, onde operou com as matrículas PT-BEA e PT-BGB. W/o Feb 21, 1961.

pp aga

Na foto: Captain - C.F. Rocha, 1st officer - B. Ferrari , Radio Op/Navigator - E. Castro,
Flt/Eng - F. Madeiros

Com o Serial Number 97–883, consta do Registro Aeronáutico Brasileiro – RAB como um CONSOLIDATED PBY-5A CATALINA com as Matrículas PP-AGA, PP-BTD, PT-ANU, PT-BEA, e PT-BGB.

PT-ANU CONSOLIDATED PBY-5A CATALINA       97-883          Ex-PP-AGA; Trf PP-BTD
PT-BEA CONSOLIDATED PBY-5A CATALINA       97-883          Ex-PP-BTD; Trf PT-BGB
PT-BGB CONSOLIDATED PBY-5A CATALINA       97-883          Ex-PT-BEA

 

PBY-5A Catalina – Prefixo PP-AGB (Serial Number 417)

Pertencente à Rubber Development Corp foi adquirido pela Aero Geral, em 1947, e matriculado como PP-AGB. Vendido à PROSPEC, em julho de 1952, e, nesse mesmo ano, à Paraense Comercial Ltda. (depois Paraense Transportes Aéreos), passando a operar com a matrícula PT-ANP. Adquirido pela SAVA, em 1952, onde operou com as Matrículas PT-ASX e PT-BTC.

Com o Serial Number 417, consta do Registro Aeronáutico Brasileiro – RAB como um CONSOLIDATED PBY-5A CATALINA com as Matrículas PT-ANP, PT-ASX, e PT-BTC.

PT-ANP CONSOLIDATED PBY-5A CATALINA        417             Ex-PP-AGB; Trf PT-ASX 
PT-ASX CONSOLIDATED PBY-5A CATALINA        417             Ex-PT-ANP; Trf PP-BTC
PT-BTC CONSOLIDATED PBY-5A CATALINA        417 

CANSO A Catalina – Prefixo PP-AGC (CN CV-480)

Adquirido em 1950. Acidentado, em voo de Recife/PE para Salvador/BA, em 02 de junho de 1951, próximo à cidade de Palame/SE, falecendo o seu piloto Cmt. Zenith Reis e seu copiloto, e com perda total da aeronave.

PBY-5A Catalina – Prefixo PP-AGD (CN 91-1018, BuNo 08124 U.S. Navy)

Inicialmente com a matrícula norte-americana NC33303, foi adquirido pela Aero Geral Ltda., em 1947, e matriculado PT-AGD. Acidentado no Aeroporto Santos Dumont/GB, em 13 de fevereiro de 1948, foi desmontado para reaproveitamento de peças e equipamentos.

PBY-5A Catalina – Prefixo PP-AGH (Serial Number 1995)

Inicialmente com a matrícula norte-americana N74694, foi adquirido pela Aero Geral Ltda., em 1950, e matriculado como PP-AGH. Não chegou a operar na Empresa, sendo vendido à Paraense Comercial Ltda. (depois Paraense Transportes Aéreos), em 1952, passando a operar com a matrícula PT-AMR. Acidentado, em Marabá/PA, em 12 de maio de 1954, com perda total da aeronave.

Com o Serial Number 1995, consta do Registro Aeronáutico Brasileiro – RAB como um CONSOLIDATED PBY-5A com a Matrícula PT-AMR.

PT-AMR CONSOLIDATED PBY-5A CATALINA          1995

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SERVIÇOS AÉREOS DO VALE AMAZÔNICO SAVA

A SAVA foi fundada na cidade de Belém, pelo Comandante Muniz, em 1951 e, à época, sua sigla significava Serviços Aéreos do Vale Amazônico e fazia difíceis voos de integração na Amazônia, voando entre Belém, Manaus e o interior da Região Norte.

A manutenção cara, a falta de pistas adequadas e o pouco volume de passageiros dificultaram o crescimento da empresa. Tentando viabilizar a companhia, o então Brigadeiro Eduardo Gomes - posteriormente Ministro da Aeronáutica, lutou por uma concessão presidencial que deu à SAVA, os direitos de explorar voos regulares de passageiros, cargas e malas postais, no Brasil e exterior.

A SAVA passou por problemas financeiros e estruturais e ficou paralisada alguns anos, voltando a operar posteriormente quando o grupo australiano TNT resolveu investir em transporte de carga aérea no Brasil. A TNT utilizava muitos caminhões na rota de Manaus para São Paulo e na época das chuvas (dezembro a fevereiro) as estradas da região ficavam intransitáveis, tendo assim que alugar aeronaves o que acabava por inviabilizar o custo final dos produtos. Por isso, resolveu adquirir uma empresa aérea.

A escolha recaiu sobre a SAVA que estava sem voar e tinha uma boa concessão. A empresa teve a sede transferida para São Paulo e passou a se chamar TNT SAVA S.A., cuja concessão foi outorgada por Decreto de 19 de junho de 1991. O significado da sigla (Serviços Aéreos do Vale Amazônico) foi extinto. Passou a efetuar voos apenas para o grupo, principalmente entre Manaus e São Paulo. A empresa operou vários Boeing 727.100F e 727.200F, além de um Douglas DC-8.61F, ex-Buffalo.

A empresa, mudando seus planos estratégicos, vendeu o controle acionário a um grupo de brasileiros e uruguaios que eram proprietários de uma empresa de carga aérea, denominada Coex Inc., em Miami, Estados Unidos, comandada pelo uruguaio Juvenal Lucas D'Oliveira Velazco. Esse grupo, vindo de Brasília e formado por executivos e advogados, em associação com um engenheiro aeronáutico com 25 anos de trabalho no exterior e larga experiência em aviação comercial, assumiu o controle da empresa após 3 meses de negociações, em 1994. Quando da venda para esse grupo, foi retirado o nome TNT e a empresa passou a chamar-se exclusivamente SAVA S.A. A empresa foi completamente reestruturada, com a renegociação de dívidas, dos voos e do aproveitamento racional da única aeronave cargueira que voava para a empresa naquela época - Boeing 707.321CH, prefixo N-707HT, arrendada da International Air Leases - IAL (foto). Também foi formada nova carteira de clientes corporativos e a companhia voltou a operar entre São Paulo-Manaus, regularmente, além de efetuar voos não regulares entre Belo Horizonte e Córdoba (Argentina), todos cargueiros. Seus principais clientes eram a FIAT, Editora Abril, Sanyo, TNT e Turin Cargo. Fez dezenas de voos cargueiros, na rota para Manaus, em parceria com a Skyjet (Boeing 707), comandada pelo executivo Ângelo Mourão e que tinha investidores holandeses, e com a norte-americana Polar Cargo, entre São Paulo e Miami (Boeing 747.100F). Além disso firmou uma operação para a promoção de voos charters de passageiros, com o seu representante Sr. Ozires Silva, com a mexicana Aerocancún (com Airbus A-310/200), voando entre São Paulo-Rio de Janeiro-Salvador-Málaga (Espanha) e Buenos Aires-Porto Alegre-Recife. O transporte de cargas era efetuado com B707.300 (somente carga paletizada).

Há de se destacar que a SAVA foi a empresa responsável pelo transporte, em 1994, das primeiras notas do "Real", fabricadas na Alemanha, em dois vôos diretos nonstop, entre Frankfurt e Rio de Janeiro. Devido aos problemas internos de uma conturbada administração familiar e muitas dívidas, foi decidida a venda do capital da empresa.

Nesse ano de 1994, houve tentativa de transferência de propriedade da empresa, com a possibilidade de novos investidores na companhia, mas, o então Departamento de Aviação Civil (DAC), hoje ANAC, não aprovou os nomes dos novos proprietários e, então, os que seriam os novos acionistas desistiram do negócio, que continuou nas mãos dos antigos proprietários. Posteriormente houve uma fraude, registrada junto à Junta Comercial do Estado de São Paulo (JUCESP), incluindo os nomes dos interessados na compra da companhia, motivo de discussão judicial visto que o registro na JUCESP não observou obrigatoriedades tais como a prévia apreciação, aprovação e autorização do DAC bem como o registro de ata anterior, na qual a ata registrada fazia referência, portanto não poderia ter sido arquivada na JUCESP. Os danos morais e materiais desse processo podem ser adjudicados ao Estado de São Paulo, já que a JUCESP é um órgão estadual, além da responsabilidade dos proprietários da empresa.

AERONAVES:

PBY-6A Catalina – Prefixo PT-BBQ (CN 2007, BuNo 46643 U.S. Navy)

Com a matrícula norte-americana N9556C, foi adquirido da Aircraft Instruments Corporation - AIC pela Empresa Agropecuária Guaporé, tendo sido lavrado o respectivo “Bil of Sale” pela AIC. Feita a reserva da marca PT-BBQ e concedida a matrícula para o traslado, a aeronave chegou a São Paulo/SP, em 26 de abril de 1958, já com a matrícula PT-BBQ, sendo vendido à Serviços Aéreos do Vale Amazônico – SAVA que o operou até 1961. Foi vendido à Empresa Panair do Brasil S.A., através de leasing, em 1962, onde recebeu a matrícula PP-PEB e foi batizado com o nome “Bandeirante Antônio Dias Adorno”. Após o fechamento da Panair, em 1965, foi arrendado à Serviços Aéreos Cruzeiro do Sul, mediante leasing com a massa falida da Panair, em 28 de junho de 1965, sendo registrado na nova operadora em 01 de julho de 1965. Com a extinção da Cruzeiro do Sul, foi vendido à FAB, recebendo a matrícula CA-10 6552.

Com o Serial Number 2007, consta do Registro Aeronáutico Brasileiro – RAB como um CONSOLIDATED PBY-6A CATALINA com a Matrícula PT-BBQ.

CONSOLIDATED PBY-6A CATALINA – MATRÍCULA PT-BBQ – SERIAL NUMBER 2007

 

PBY-5A Catalina – Prefixo PT-BBO (Serial Number 91)

Com a matrícula norte-americana N6470C, foi adquirido pela Panair do Brasil, na década de 50, chegando ao Brasil com a matrícula PT-BBO. Foi arrendado à Serviços Aéreos do Vale Amazônico – SAVA que o operou até 1961. Matriculado para a Panair como PP-PEB, foi batizado com o nome “Bandeirante Aleixo Garcia”. Após a falência da Panair, em 1965, foi arrendado à Serviços Aéreos Cruzeiro do Sul e entregue em 14 de setembro de 1965. Acidentado, no município de Porto das Pedras, na Ilha de Marajó, em Belém/PA, durante voo de cheque de hidroaviação do Cmt. Malveira, em 19 de outubro de 1966, com falecimento dos quatro tripulantes (Piloto-Instrutor Cmt. Washington Senna Malveira, Piloto Cmt. José dos Santos Garcia, Checador da FAB 1º Ten. Av. Deusdedit Carlos da Silva, e o quarto tripulante não identificado).

Com o Serial Number 91, consta do Registro Aeronáutico Brasileiro – RAB como um CONSOLIDATED PBY-5A CATALINA com a Matrícula PT-BBO.

CONSOLIDATED PBY-5A CATALINA – MATRÍCULA PT-BBO – SERIAL NUMBER 91

PT-BBO PBY-5A CATALINA 91     PP-PEC CRUZEIRO DO SUL

 

PBY-5A Catalina – Prefixo PT-BEA (Serial Number 97-883, BuNo 08064 U.S. Navy)

Pertencente à Rubber Development Corp, com a matrícula NC33300, foi adquirido pela Aero Geral, em 1947, e matriculado como PP-AGA; é provável que tenha operado, na Empresa, também com a matrícula PP-BTD. Vendido à PROSPEC, em julho de 1952, com a matrícula PT-ANU e, nesse mesmo ano, à Paraense Comercial Ltda. (depois Paraense Transportes Aéreos). Adquirido pela SAVA, em agosto de 1959, onde operou com a Matrícula PT-BEA e, até novembro de 1960, com a PT-BGB. W/o Feb 21, 1961.

PP BTD

Operando como PP-BTD

Com o Serial Number 97–883, consta do Registro Aeronáutico Brasileiro – RAB como um CONSOLIDATED PBY-5A CATALINA com as Matrículas PP-AGA, PP-BTD, PT-ANU, PT-BEA, e PT-BGB.

PT-ANU CONSOLIDATED PBY-5A CATALINA         97-883          Ex-PP-AGA; Trf PP-BTD
PT-BEA CONSOLIDATED PBY-5A CATALINA         97-883          Ex-PP-BTD; Trf PT-BGB
PT-BGB CONSOLIDATED PBY-5A CATALINA         97-883          Ex-PT-BEA

PBY-5A Catalina - Prefixo PT-BGA (Serial Number – 9746)

Ainda sem registros de aquisição e operação.

pt bga

No pátio de estacionamento do Aeroporto Internacional de Val-de-Cans, em Belém (Foto de 1960)

Com o Serial Number 9746, consta do Registro Aeronáutico Brasileiro – RAB como um CONSOLIDATED PBY-5A com a Matrícula PT-BGA.

PT-BGA CONSOLIDATED PBY-5A CATALINA         9746            Rgd 04/01/1973

PBY-5A Catalina – Prefixo PP-AGB (Serial Number 417)

Pertencente à Rubber Development Corp. foi adquirido pela Aero Geral, em 1947, e matriculado como PP-AGB. Vendido à PROSPEC, em julho de 1952, e, nesse mesmo ano, à Paraense Comercial Ltda. (depois Paraense Transportes Aéreos), passando a operar com a matrícula PT-ANP. Adquirido pela SAVA, em 1952, onde operou com as Matrículas PT-ASX e PT-BTC.

Com o Serial Number 417, consta do Registro Aeronáutico Brasileiro – RAB como um CONSOLIDATED PBY-5A CATALINA com as Matrículas PT-ANP, PT-ASX, e PT-BTC.

PT-ANP CONSOLIDATED PBY-5A CATALINA          417             Ex-PP-AGB; Trf PT-ASX 
PT-ASX CONSOLIDATED PBY-5A CATALINA          417             Ex-PT-ANP; Trf PP-BTC
PT-BTC CONSOLIDATED PBY-5A CATALINA          417 

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PARAENSE TRANSPORTES AÉREOS

Paraense Logo 

A Paraense Comercial Ltda. foi fundada, em 22 de fevereiro de 1952, por Antônio Alves Ramos Júnior, com sede em Belém/PA, e realizou o seu primeiro voo, no dia 30 de março, com um anfíbio PBY-5 Catalina, que pertencera à Aero Geral (PP-AGA), operando com a matrícula PT-ANU e inaugurando a Linha de Belém/PA para Pedro Afonso/GO, com a finalidade de transportar carne para a capital paraense, mas, cuja meta principal era o grande mercado da área Rio de Janeiro/GB - São Paulo/SP. A extensão da linha para o sul foi iniciada, somente em 1955, quando a razão social da empresa foi mudada e se transformou na Paraense Transportes Aéreos. Até 1957, a empresa só transportou carne, em voos não regulares, mas, com a aquisição de dois Curtiss C-46C Commando, naquele ano, começou a transportar passageiros em voos regulares rumo ao sul, inaugurando a linha Belém/PA-Pedro Afonso/GO-Cristalândia/GO-Brasília/DF-Rio de Janeiro/GB.. Em 1958, foi autorizada a voar para São Paulo, mas, só em 1960, inaugurou a rota Rio Branco/AC-Porto Velho/RO-Cuiabá/MT-São Paulo/SP. À sua frota original vieram se juntar outros 2 Catalinas (1 ex-Aero Geral e outro comprado na Venezuela) e 17 Curtiss C-46 Commando. Ocorreu, então, uma série de acidentes: 7 aviões caíram e 1 foi acidentalmente destruído em terra. Dos 5 quadrimotores DC-4 comprados pela Paraense, 3 caíram em dois anos de operação e 1 dos dois DC-3 adquiridos fez um pouso forçado na selva. A Paraense, apesar de abalada com esses acidentes, entrou, então, na “Era das Turbinas”, adquirindo 6 bimotores turbo hélice Fairchild Hiller FH-227B, comercialmente batizados Hirondelle. Mas, no primeiro ano de uso, alguns tiveram de ser temporariamente desativados, por falta de peças de reposição, e um foi destruído no Aeroporto de Belém, por um veículo. Outro caiu quando fazia a aproximação para pouso, matando todos os 36 tripulantes e passageiros. Este acidente provocou uma investigação na empresa, que atravessava dificuldades financeiras. Sua licença operacional foi cancelada, no dia 29 de maio de 1970, e a Empresa foi extinta, tendo o governo federal se apropriado dos seus aviões ainda existentes (quatro Hirondelle), os quais foram registrados com a marca da VARIG e empregados na Ponte Aérea Rio/São Paulo.

No total, a companhia operou, ao longo de seus 18 anos de vida, com as seguintes aeronaves:

03 PBY-5A Catalina (1952-1959) - 01 acidentado em 1954;

19 Curtiss C-46 Commando (1957-1970) - 08 acidentados em 1958, 1959, 1960, 1962, 1965 - 3 no ano,1969;

05 Douglas DC-4 (1962-1970) - 01 acidentado em 1964;

02 Douglas DC-3 (1962-1970) - 01 acidentado em 1964; e,

06 Fairchild Hiller FH-227B (1968-1970) - 01 acidentado em 1970.

AERONAVES:

PBY-5A Catalina – Matrícula PT-ANU (Serial Number 97-883, BuNo 08064 U.S. Navy)

Pertencente à Rubber Development Corp, com a matrícula NC33300, foi adquirido pela Aero Geral, em 1947, e matriculado como PP-AGA; é provável que tenha operado, na Empresa, também com a matrícula PP-BTD. Vendido à PROSPEC, em julho de 1952, com a matrícula PT-ANU e, nesse mesmo ano, à Paraense Comercial Ltda. (depois Paraense Transportes Aéreos). Adquirido pela SAVA, em agosto de 1959, onde operou com a Matrícula PT-BEA e, até novembro de 1960, com a PT-BGB. W/o Feb 21, 1961.

pt anu

Operando como PT-ANU

Com o Serial Number 97–883, consta do Registro Aeronáutico Brasileiro – RAB como um CONSOLIDATED PBY-5A CATALINA com as Matrículas PP-AGA, PP-BTD, PT-ANU, PT-BEA, e PT-BGB.

PT-ANU CONSOLIDATED PBY-5A CATALINA     97-883          Ex PP-AGA; Trf PP-BTD
PT-BEA CONSOLIDATED PBY-5A CATALINA     97-883          Ex PP-BTD; Trf PT-BGB
PT-BGB CONSOLIDATED PBY-5A CATALINA     97-883          Ex PT-BEA

PBY-5A Catalina – Prefixo PT-ANP (Serial Number 417)

Pertencente à Rubber Development Corp., foi adquirido pela Aero Geral, em 1947, e matriculado como PP-AGB. Vendido à PROSPEC, em julho de 1952, e, nesse mesmo ano, à Paraense Comercial Ltda. (depois Paraense Transportes Aéreos), passando a operar com a matrícula PT-ANP. Adquirido pela SAVA, em agosto de 1959, onde operou com as Matrículas PT-ASX e PT-BTC.

Com o Serial Number 417, consta do Registro Aeronáutico Brasileiro – RAB como um CONSOLIDATED PBY-5A CATALINA com as Matrículas PT-ANP, PT-ASX, e PT-BTC.

PT-ANP CONSOLIDATED PBY-5A CATALINA        417             Ex PP-AGB; Trf PT-ASX 
PT-ASX CONSOLIDATED PBY-5A CATALINA        417             Ex PT-ANP; Trf PP-BTC
PT-BTC CONSOLIDATED PBY-5A CATALINA        417 

PBY-5A Catalina – Prefixo PT-AMR (Serial Number 1995)

Inicialmente com a matrícula norte-americana N74694, foi adquirido pela Aero Geral Ltda., em 1950, e matriculado como PP-AGH. Não chegou a operar na Empresa, sendo vendido à Paraense Comercial Ltda (depois Paraense Transportes Aéreos), em 1952, passando a operar com a matrícula PT-AMR. Acidentado, em Marabá/PA, em 12 de maio de 1954, com perda total da aeronave.

Com o Serial Number 1995, consta do Registro Aeronáutico Brasileiro – RAB como um CONSOLIDATED PBY-5A com a Matrícula PT-AMR.

PT-AMR CONSOLIDATED PBY-5A CATALINA         1995

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COMPANHIA DE TRANSPORTES AÉREOS BANDEIRANTES

A Transportes Aéreos Bandeirantes foi originariamente fundada com o nome de Transportes Aéreos da Bacia Amazônica – e a sigla TABA. Formada pelo piloto Alberto Martins Torres, Oficial da Reserva da FAB – integrante do 1º Grupo de Aviação de Caça – que lutara na Itália e adquirira experiência de aviação comercial, trabalhando na Transcontinental e na Viação Aérea Santos Dumont- VASD, cuja visão idealista e estratégica previa o desenvolvimento da Amazônia, no entorno e a partir de Manaus/AM. Operou, intermitentemente, durante alguns meses, e, face à desaprovação do Ministério da Aeronáutica quanto ao registro do nome da empresa, por ter conotação regional, foi obrigado a reestruturá-la e mudar o nome para Transportes Aéreos Bandeirantes – TABA, assim, mantendo a sigla original. Mudou de nome e de área de operação. Com a grave crise da borracha, na região norte, seus proprietários conseguiram concessão do DAC para operar uma rota sul, pelo litoral, até Porto Alegre. Em abril de 1948, começou a operar dois anfíbios PBY-5 na rota do Rio de Janeiro/GB até Laguna/SC. A linha foi estendida até Porto Alegre/RS, mas, estava quase inoperante, em 1950, quando se consorciou com o Lóide Aéreo Nacional e foi absorvida por essa Empresa.

AERONAVES:

PBY-5 Catalina – Prefixo PP-BLA (CN 947, BuNo 08127 U.S. Navy)

Com a matrícula norte-americana NC33306, foi adquirido pela Viação Aérea Santos Dumont (VASD), em 1944, com a matrícula PP-SDA. Com a paralização da operação na Empresa, a partir do final do ano de 1945, foi vendido à Transportes Aéreos da Bacia Amazônica (TABA), em 1947, onde foi registrado com a matrícula PP-BLA. Entrou em operação, mas, em março de 1948, teve de ser desmontado para reaproveitamento de peças e equipamentos.

PBY-5 Catalina – Prefixo PP-BLB (CN 937, BuNo – 08126 U.S. Navy)

Com a matrícula norte-americana NC33305, foi adquirido pela Viação Aérea Santos Dumont (VASD), em 1944, com a matrícula PP-SDB. Com a paralização da operação na Empresa, a partir do final do ano de 1945, foi vendido à Transportes Aéreos da Bacia Amazônica (TABA), em 1948, onde foi registrado com a matrícula PP-BLB. Acidentado, em 30 de setembro de 1949, com perda total. A aeronave, que partiu do Rio de Janeiro/GB, nessa data, com destino a Porto Alegre/PA, ao amerissar próximo ao porto da Cidade de Iguape/SP, se chocou com um obstáculo semi-submerso, capotando, partindo-se ao meio e submergindo nas águas do rio que ali desemboca. Pilotava o aparelho o próprio diretor da empresa, Comandante Carl Heinz Eberius, que levava como copiloto Eduardo Dohle, como telegrafista José Couto e como mecânico, Paulo Cesar Niemeir. Os quatro faleceram no local.

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PETRÓLEO BRASILEIRO S.A. – PETROBRAS

PETROBRAS Logo

Em outubro de 1953, com a edição da Lei 2.004, a constituição da Petrobras foi autorizada com o objetivo de executar as atividades do setor petróleo no Brasil em nome da União.

A Petróleo Brasileiro S/A - PETROBRAS iniciou suas atividades com o acervo recebido do antigo Conselho Nacional do Petróleo (CNP), que manteve sua função fiscalizadora sobre o setor.

As operações de exploração e produção de petróleo, bem como as demais atividades ligadas ao setor de petróleo, gás natural e derivados, à exceção da distribuição atacadista e da revenda no varejo pelos postos de abastecimento, foram monopólio conduzido pela Petrobras de 1954 a 1997. Durante esse período a Petrobras tornou-se líder em comercialização de derivados no País, e graças ao seu desempenho a Companhia foi premiada em 1992 pela Offshore Technology Conference (OTC) (*), o mais importante prêmio do setor, e posteriormente recebeu o prêmio em 2001.

A primeira marca institucional da Empresa era composta por um losango amarelo, de contorno verde, com a palavra Petrobrás (ainda com acento) em azul inserida no seu interior. A forma e as cores utilizadas procuravam corresponder aos anseios nacionalistas da época, relacionando a marca da companhia às cores e formas da bandeira nacional. Esta primeira concepção começou a ser usada em julho de 1958.

Em 1997, o Brasil, através da Petrobras, ingressou no seleto grupo de 16 países que produz mais de 1milhão de barris de óleo por dia. Nesse mesmo ano, em 6 de agosto de 1997, o presidente Fernando Henrique Cardoso sancionou a Lei n º 9.478, que abriu as atividades da indústria petrolífera no Brasil à iniciativa privada.

AERONAVES:

PBY-5A Catalina – Prefixo PT-AXL (CN 1681, BuNo 48319 U.S. Navy)

Operou com a matrícula norte-americana N9504C. Foi vendido ao Ministério da Aeronáutica, em 05 de fevereiro de 1968. Incorporado ao 1º Esquadrão de Transporte Aéreo, sediado em Belém/PA, com a matrícula FAB 6550.

Com o Serial Number 1681, consta do Registro Aeronáutico Brasileiro – RAB como um CONSOLIDATED PBY-5A com a Matrícula PT-AXL.

PT-AXL CONSOLIDATED PBY-5A CATALINA        1681                                                                                            

PBY-5A Catalina – Prefixo PT-AXM (CN 1959, BuNo 46595 U.S. Navy)

PT AXM

Operou com a matrícula norte-americana N9501C. Foi vendido ao Ministério da Aeronáutica, em 05 de fevereiro de 1968. Incorporado ao 1º Esquadrão de Transporte Aéreo, sediado em Belém/PA, com a matrícula FAB 6551.

Com o Serial Number 46595, consta do Registro Aeronáutico Brasileiro – RAB como um CONSOLIDATED PBY-5A com a Matrícula PT-AXM.

PT-AXM CONSOLIDATED PBY-5A CATALINA         46595

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VIAÇÃO AÉREA SANTOS DUMONT - VASD

A Viação Aérea Santos Dumont – VASD foi organizada, em 18 de janeiro de 1944, com o capital inicial de 30 milhões de cruzeiros. Era um projeto ambicioso, pois, um grande auditório, no Rio de janeiro/GB, foi alugado para o primeiro encontro dos seus 7.000 acionistas. Dois Catalinas PBY5 e um Budd Conestoga foram comprados da Rubber Development Corporation, em Belém/PA, como frota inicial. Em 1944, foram feitos vários voos de caráter experimental. No início de 1945, os Catalina começaram a voar regularmente, do Rio de Janeiro/GB até Fortaleza/CE, pela costa. No final de 1945 a diretoria da empresa renunciou e poucos dias depois o Budd Conestoga foi danificado e os Catalina deixaram de voar. A partir de março de 1947, a VASD passou a operar em conjunto com a Linha Aérea Transcontinental Brasileira e, em 1952 foi absorvida pela empresa Transportes Aéreos Nacional Ltda..

AERONAVES: (1945/1947)

PBY-5 Catalina – Prefixo PP-BLA (CN 947, BuNo 08127 U.S. Navy)

Com a matrícula norte-americana NC33306, foi adquirido da Rubber Development Corporation, em Belém/PA, em 1944, com a matrícula PP-SDA. Com a paralização da operação na Empresa, a partir do final do ano de 1945, foi vendido à TABA, em 1947, onde foi registrado com a matrícula PP-BLA. Entrou em operação, mas, em março de 1948, teve de ser desmontado para reaproveitamento de peças e equipamentos.

PBY-5A Catalina – Prefixo PP-SDB (CN 937, BuNo 08126 U.S. Navy)

Com a matrícula norte-americana NC33305, foi adquirido da Rubber Development Corporation, em Belém/PA, em 1944, com a matrícula PP-SDB. Com a paralização da operação na Empresa, a partir do final do ano de 1945, foi vendido à TABA, em 1948, onde foi registrado com a matrícula PP-BLB. Acidentado, em 30 de setembro de 1949, com perda total. A aeronave, que partiu do Rio de Janeiro/GB, nessa data, com destino a Porto Alegre/PA, ao amerissar próximo ao porto da Cidade de Iguape/SP, se chocou com um obstáculo semi-submerso, capotando, partindo-se ao meio e submergindo nas águas do rio que ali desemboca. Pilotava o aparelho o próprio diretor da empresa, Comandante Carl Heinz Eberius, que levava como copiloto Eduardo Dohle, como telegrafista José Couto e como mecânico, Paulo Cesar Niemeir. Os quatro faleceram no local.

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COMPANHIA ITAÚ DE TRANSPORTES AÉREOS

Uma das primeiras empresas brasileiras dedicadas exclusivamente à carga aérea, a Companhia Itaú de Transportes Aéreos foi fundada, em 30 de setembro de 1947, como uma subsidiária da produtora de cimento ITAÚ, com capital inicial de Cr$ 7 milhões. Sua frota incluía 12 aviões Curtiss C-46 Commando e 1 Consolidated PBY-5A Catalina. Começou a operar em 1948. Em 1950, suas linhas ligavam Belo Horizonte, Salvador, Recife, Fortaleza e Campo Grande, mas, uma série de acidentes reduziu a frota da Itaú quase à metade. Em outubro de 1955, foi adquirida pela Empresa Transportes Aéreos Nacional Ltda.

AERONAVE:

PBY-5A Catalina – Prefixo PT-ASN (CN 1792, Serial Number 48430, BuNo 46501 U.S. Navy)

Inicialmente com matrícula norte-americana N1522V e pertencente à Wardell L. Hatch, foi adquirido pela ITAÚ onde passou a operar com a matrícula PT-ASN. Arrendado à empresa Aérea AEROPAN, em 1953, operou até o mês de novembro quando foi arrendado à Transportes, Indústria e Comércio da Amazônia Ltda – TICAL.

Acidentado, em 13 de julho de 1956, quando a três quilômetros da cidade de Marabá/PA, com falecimento de um tripulante e perda total da aeronave.

Com o Serial Number 48430, consta do Registro Aeronáutico Brasileiro – RAB como um CONSOLIDATED PBY-5A com a Matrícula PT-ASN.

PT-ASN CONSOLIDATED PBY-5A CATALINA         48430

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OUTROS CATALINAS DA AVIAÇÃO CIVIL BRASILEIRA

PBY-5A Catalina – Prefixo PT-AXX (CN 1599)

Em 05 de julho de 1853, o Consolidated PBY-5A PT-AXX foi danificado, com perda total da aeronave, em um acidente na enseada de Picinguaba, em Ubatuba, no litoral de São Paulo/SP. Ao amerissar, as ondas altas levaram o piloto a decidir descolar novamente. Um dos flutuadores do Catalina chocou-se com uma onda e a aeronave embicou na água, sumergindo. Não houve vítimas.

Consta do Registro Aeronáutico Brasileiro – RAB como um CONSOLIDATED PBY-5A com a Matrícula PT-AXX.

PT-AXX CONSOLIDATED PBY-5A CATALINA

Sem dados sobre sua operação e sobre a que empresas brasileiras pertenceram, os seguintes CATALINA estão registrados no REGISTRO AERONÁUTICO BRASILEIRO (RAB):

CONSOLIDATED PBY-5A CATALINA – MATRÍCULA PT-APK – SERIAL NUMBER 1599
CONSOLIDATED PBY-5A CATALINA – MATRÍCULA PT-BBP – SERIAL NUMBER 64063 – Rgd 15/06/1962 

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