Num PBY-5A Catalina, estávamos pousados no rio Xingu ao largo da cidade de Altamira/PA. Lá fôramos levar o Governador do Estado e comitiva para algum evento de interesse da administração estadual.

AltamiraeRioXinguAltamira e o Rio Xingu

Para matarmos o tempo de espera, resolvemos refrescar-nos nas límpidas águas daquele rio, usando cada um o seu colete salva-vidas...

E assim, o papo rolou alegre e descontraído sobre os mais variados assuntos, desde sobrevivência no mar até piadas novas...

Nesta tripulação, só quem não conhecia Altamira era o 3S QAV. GRIJÓ. Um moreno muito alto e naquele tempo, magro, com cerca de 1,90m de altura e natural do Rio de Janeiro/RJ.

Ele conhecia a fama daquele rio, estava apreensivo, mas, vendo-nos ali sem temor, nada dizia de suas preocupações...

Até que surgiu um garoto, numa pequena canoa, para olhar o avião de perto. Todos nós demos um alô ao garoto, mas, o GRIJÓ foi além: começou a indagar sobre as piranhas do Xingu!

Depois de muito insistir sobre se existiam piranhas ali onde estávamos e o garoto afirmar que não havia perigo algum, quis saber porque ali não tinha piranhas se o Xingu era infestado por esses carnívoros peixes...

Aí o garoto, com ares de “dono da verdade” e em tom didático, sentenciou: – “NÃO TEM PIRANHAS, PORQUE OS JACARÉS COMEM TODAS!”.

O GRIJÓ, imediatamente, subiu ao avião, trocou de roupa, e não mais arriscou um mergulho!

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OBS.:Da Coletânea “ANTES QUE A MEMÓRIA SE VÁ” de autoria do Cap. QAV Refm Pedro Eustáquio Frazão COLLARES.

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